Talvez eu devesse me deter na enunciação dos
desmandos de que és vítima todo o tempo, desde a sua emancipação. Desmandos das
autoridades do RN, que fecham os olhos ao teu desenvolvimento. Desmandos de boa
parte do povo que te habita, povo vítima, por sua vez, da falta de educação, da
falta do sentimento de cidadania, desmandos pelos quais tu, Japi, pagas, na tua
gente mais pobre, pagamentos mais dramáticos ainda por abandono, por falta de amor,
falta de companheirismo, falta de um abraço;
Como dizia talvez eu me devesse deter na enunciação desses e de outros tantos
problemas que marcam a trajetória das tuas ruas, dos teus dias, hoje de tua
violência. Não, eu não quero deter minhas palavras em tais horrores!
Japi por que te amo?
Japi, porque tanta violência?
Em meio a tanta agonia, violência, fome e fantasia, sei que tu não tens culpa Japi,
pois é no teu solo que um dia iremos descansar!