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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Sem Lula, Dilma usa mosquito para unir o país

Por Josias de Souza

Fraca e impopular, Dilma Rousseff fez o que costumam fazer os presidentes americanos quando precisam unir a nação em seu apoio: declarou guerra. Nada mais conveniente para entusiasmar os compatriotas e resolver as divisões internas do país do que um inimigo comum. “Convoco cada um de vocês para lutarmos juntos contra a propagação do mosquito transmissor do vírus zika”, disse Dilma, emcadeia nacional de radio e tevê. “Esse vírus deixou de ser um pesadelo distante para se transformar em ameaça real aos lares de todos os brasileiros.”

O país está dividido entre os que acham que Dilma e sua inepcia devem ser banidos do Planalto e os que avaliam que seu castigo não deve chegar a tanto. Essa divisão fulmina a credibilidade da presidente e paralisa o seu governo. Sem poder recorrer a Lula, que se dedica a debater diariamente com sua assessoria os termos da penúltima nota oficial de desmentido sobre o triplex do Guarujá e o sítio de Atibaia, Dilma acionou o mosquito.

O governo poderia ter encomendado uma campanha de utilidade pública para prevenir o brasileiro sobre os novos perigos do Aedes aegypti. Mas Dilma preferiu agir como Dilma. Colocando o marketing à frente dos resultados, cuidou de realçar o caráter traiçoeiro do inimigo que seu governo tardou a enxergar. “Ele só precisa depositar seus ovos em água parada, limpa ou suja, para nascer, se proliferar e picar pessoas de modo a contaminá-las. […] A maneira mais eficaz é não deixando ele nascer, destruindo os seus criadouros, que em mais de dois terços estão dentro das nossas residências”.

Dilma busca novos aliados: “Conversei com o presidente Obama e acertamos colaborar nesse desafio.” Anunciou o envio de tropas à frente de batalha. No próximo dia 13, vão à caça das larvas inimigas 220 mil homens e mulheres das Forças Armadas. “A guerra contra o mosquito transmissor do zika é complexa, porque deve ser travada em todos os lugares e por isso exige engajamento de todos”, a presidente alertou.

Dilma prometera a si mesma que não faria mais discursos na tevê enquanto não recuperasse a popularidade. Mas os sábios do seu governo avaliaram que a declaração de guerra ao mosquito livraria a presidente das vaias e dos panelaços. Não funcionou. Ouviram-se protestos em várias localidades. Dilma talvez devesse considerar a hipótese de eleger novos inimigos. Além do mosquitos, poderia bombardear os parasitas que infestam o seu governo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Jornal impresso desaba até no digital

Os principais jornais brasileiros experimentaram quedas expressivas de circulação ao longo de 2015, segundo dados do IVC, o Instituto Verificador de Circulação. O dado mais surpreendente é que a circulação caiu não apenas nas edições impressas, mas também nas digitais – o que revela que as publicações não estariam sabendo como se adaptar à era da internet.

Entre janeiro e dezembro, a Folha caiu 14,1% no impresso e 16,3% no digital, o que gerou uma queda média de 15,1%, superior à do Estado de S. Paulo (8,9%) e à do Globo (5,5%). Na lista do IVC, que contempla ainda publicações como Correio Braziliense, Zero Hora, A Tarde, O Povo, Valor Econômico, Gazeta do Povo e Super Notícia, todos – sem exceção – caíram. Alguns cresceram no digital, mas partindo de bases pequenas.

Os dados revelam vários fatores. Os jornais, naturalmente, foram afetados pela crise econômica que ajudaram a amplificar. Mas hoje enfrentam uma concorrência crescente de veículos puramente digitais. Além disso, o modelo de cobrança por conteúdo, dos chamados paywalls (muros de cobrança para quem assina determinada quantidade de artigos), tem tido pouca receptividade no Brasil.

Um outro fator, que pode vir a ser considerado na análise, é o grau de engajamento político dos jornais da imprensa familiar, que passaram a substituir o jornalismo pelo proselitismo político, afugentando uma parcela de seus leitores.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

País não foi vacinado contra ministro da Saúde

Por Josias de Souza

A banalização do fisiologismo parecia funcionar como uma vacina. Cada dose de toma-lá-dá-cá tonificava os anticorpos que protegiam a sanidade nacional. A reiteração das nomeações exdrúxulas insensibilizava o brasileiro, levando a indignação a um ponto de equilíbrio. Impossível sobreviver no país da desfaçatez política sem essa imunização presumida capaz de conferir certa normalidade à anormalidade.

Mas nem as vacinas metafóricas previnem contra o vírus novo, oportunista. O descaramento estampado nas manchetes desafia todas as defesas. A terceirização de pedaços da Esplanada ao PMDB de Leonardo Picciani e a nomeação do deputado Marcelo Castro para o Ministério da Saúde submeteu o país aos horrores do imponderável.

Dias atrás, ao falar sobre os esforços para desenvolver uma vacina contra o vírus zika, o ministro mencionou, entre risos, sua torcida para que as mulheres sejam infectadas pelo zika antes de engravidar. “Não vamos dar vacina para 200 milhões de brasileiros. Nós vamos dar para as pessoas em período fértil. E vamos torcer para que as pessoas antes de entrar no período fértil peguem a zika, para elas ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí não precisa da vacina.”


Nesta segunda-feira, o ministro reiterou outra declaração esquisita que fizera na última sexta-feira. Nas suas palavras, o Brasil “perde feio a batalha” contra o mosquito aedes aegypti, que espalha dengue, zika e chikungunya. “Nós estamos há três décadas com o mosquito aqui no Brasil e estamos perdendo feio a batalha para o mosquito.” Ministro da Saúde torcendo em público pela doença da clientela é coisa inédita. Gestor público que joga a toalha e não pede demissão é absurdo. Presidente da República que mantém o absurdo no cargo é o absurdo levado às suas últimas consequências. Após espargir medo na atmosfera, o ministro participou de reunião com Dilma. Depois, convocou novamente os microfones, dessa vez para listar providências que Brasília supostamente adota para guerrear contra o mosquito. Na longa história da inconsequência brasileira, nada vacinou o Brasil contra esse tipo de coreografia. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Artigo: Japi


Uma entre tantas das cidades brasileiras, uma das cidades do RN e uma das cidades da microrregião da Borborema Potiguar. Isso mesmo, estamos falando de Japi, que faz divisa com a PB, próxima aos municípios de Araruna e Cacimba de Dentro. Para alguns críticos Japi é tratada como a viúva negra da região, para outros amantes e admiradores como a simpatia do Trairi.

O certo é que estamos longe de ser considera uma cidade “maravilhosa”, as dificuldades são enormes e em mais de 50 anos de emancipação politica, Japi tem crescimento paulatino aos trancos e barrancos, assim como outras da região.

Quando educarmos mais os nossos jovens, quando amarmos mais a cidade e valorizarmos nosso produto, ai sim o crescimento será acelerado.

Jacson Damasceno desabafa ao noticiar morte de jovem durante assalto

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Tadinho de Robinson. Não sabia que ia encontrar um Estado falido

O governador Robinson Faria não pode dar uma entrevista que se faz de vítima.

- Tenho trabalhado muito, mas os meus sucessores deixaram o Estado numa triste situação - é o que tem repetido insistentemente, senão com essas palavras textuais, mas com esse significado.

Robinson fala sobre os problemas que herdou, como se só tivesse tomado conhecimento deles depois que assumiu.

Ora, esses problemas foram debatidos exaustivamente durante a campanha.

Por mais de uma vez, ao focalizá-los, o governador de hoje, candidato de ontem, chegou a dizer que o problema do Estado não era falta de recursos, era falta de gestão.

E isso - assegurava - gestão, era com ele mesmo.

Um homem que enriqueceu "administrando" na iniciativa privada.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Argentina quer mudar relações com a imprensa

O chefe de gabinete do governo argentino, Marcos Peña, anunciou a criação do Ente Nacional de Comunicações (Enacom), que vai absorver a Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (Afsca) e a Autoridade Federal de Tecnologia da Informação e das Comunicações (Aftic), organismos criados durante o governo de Cristina Kirchner para regular meios de informação e telecomunicações.

Segundo Peña, a decisão, de autoria do novo presidente argentino Mauricio Macri, tem como meta propor o fim da guerra contra o jornalismo no país e o começo de uma nova era no setor.

Ele destacou, ainda, o papel “crítico e independente” do jornalismo e sublinhou que o curso assumido pelo governo atual fixa “uma nova doutrina na relação entre o Estado e o jornalismo” após um período em que se buscou “disciplinar os meios”.

As declarações foram dadas entrevista na Casa Rosada, sede do governo argentino. O chefe de gabinete estava acompanhado do ministro das Comunicações, Oscar Aguad, e de Miguel Godoy, que foi designado como titular da Enacom. O organismo será criado por meio de decreto.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sindicato comprova plágio praticado pela jornalista Joice Hasselmann

O SindijorPR aceitou a decisão do Conselho de Ética do Paraná (CEP) que comprovou o plágio praticado pela jornalista Joice Hasselmann e vai impedir, definitivamente, o ingresso da profissional no quadro social do sindicato (LEIA AQUIparecer do CEP). Assim, Joice não poderá integrar a instituição e utilizar serviços e benefícios. A decisão do CEP será publicada em veículo de grande circulação, como prevê o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros.

A Direção do SindijorPR cumpre o que determina o parecer final do conselho, que identificou o plagio da jornalista em 65 reportagens, escritas por 42 profissionais diferentes, somente entre os dias 24 de junho e 17 de julho de 2014. A denúncia de plágio contra Joice Hasselmann era investigada desde o período pelo CEP, após solicitação de 23 jornalistas de diversos veículos.

Com um processo de mais de 100 páginas, a punição da jornalista Joice Hasselmann é a primeira por plágio no Paraná. A Direção do SindijorPR rechaçou a atitude da profissional, que se apropriou do trabalho intelectual de colegas de profissão, utilizando isso para dar visibilidade à sua carreira, como se fosse a autora das reportagens.

Em reunião, na noite do dia 16 de junho, os diretores do SindijorPR decidiram levar a investigação da fraude nas publicações cometidas por Joice Hasselmann à Comissão Nacional de Ética da Federação dos Jornalistas. O Sindicato entende que o trâmite estadual foi cumprido e cabe, agora, encaminhar o caso de plágio à Comissão Nacional, onde outras sanções estão previstas.

sábado, 28 de novembro de 2015

Governo do Estado está chegando ao limite de saques no Funfir

O Fundo Financeiro do Estado do Rio Grande do Norte (Funfir) pode iniciar o ano de 2016 já zerado. De acordo com o Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte (IPERN), da reserva de R$ 973 milhões do fundo, restam cerca de R$ 415 milhões, dos quais apenas R$ 91,3 milhões estão disponíveis para saque. O restante do recurso está aplicado em investimentos e não poderia ser retirado sem multa por descumprimento de contrato bancário. Desde a unificação dos fundos previdenciário e financeiro do Estado, o governo fez 13 retiradas da monta original para complementação da folha de inativos – deficitária mensalmente em R$ 90 milhões.

Procon estadual identifica algumas irregularidades

Assim como em outros estados do país, as vendas do “Black Friday” movimentaram a sexta-feira de trabalho das equipes de fiscalização do Procon/RN, com diversas denúncias de práticas irregulares ao consumidor. Entre as ações proibidas, estão produtos sem garantia discriminada, preços diferentes nas prateleiras e nos caixas, bem como limitações na forma de pagamento. O número de notificações, contudo, ainda não foi divulgado pelo órgão estadual.

“Visitamos shoppings e supermercados, que tiveram o maior número de denúncias. E, constatamos algumas práticas abusivas. As principais foram: número de artigos limitados por pessoa, condições de pagamento diferenciadas de produto para produto, como só comprar whisky no cartão da loja, garantia sem discriminação, preços superiores no caixa em relação ao divulgado e itens com validade até hoje (ontem), que devem ser retirados para amanhã”, diz o diretor do órgão, Ney Lopes Júnior.

RN tem 55 arrombamentos a caixas eletrônicos

O número de caixas eletrônicos arrombados em 2015 está próximo de alcançar o patamar do ano passado. Em 2014, foram 63 caixas eletrônicos violados por bandidos, uma média mensal de seis casos. Neste ano, já são 55 até ontem. Desse total, 15 foram ataques em que os arrombadores não conseguiram levar dinheiro, mas causaram dano ao patrimônio do banco. Portanto, neste ano, acontece uma média de cinco arrombamentos por mês.

No mais recente caso, dez criminosos utilizaram ontem explosivos para ter acesso ao dinheiro do caixa eletrônico de um banco na agência dos Correios e do Bradesco, na cidade de São Rafael. Segundo a Polícia Militar, eles estavam fortemente armados e atiraram em prédios da cidade. Depois do arrombamento, o grupo fugiu e abandonou um dos carros no município de Angicos.

Essa tem sido a estratégia mais utilizada pelos bandidos. Em 28 casos, os criminosos escolheram levar os caixas pelos ares. Em outros nove casos, preferiram ser mais silenciosos: usaram maçaricos. Os números da Segurança do Estado registram ainda que em outras três situações o meio empregado foi diverso.

‘Black Friday’ tem ofertas de frango a compras de presentes

Teve quem garantisse “o frango do almoço”, teve quem garantisse eletrodomésticos, roupas e presentes para o Natal. O cenário de crise econômica não intimidou os consumidores natalenses no Black Friday deste ano. Milhares de pessoas foram aos principais centros comerciais de Natal para conferir possíveis descontos. A promessa é de ofertas de 30% a 80% de descontos em produtos dos mais variados segmentos. E as promoções anunciadas devem seguir até amanhã, dia 29, na maioria das lojas da capital.

Mais cautelosos com os preços, os consumidores chegaram cedo nos estabelecimentos para antecipar as compras de fim de ano, trocar eletrodomésticos e até garantir a feira do mês gastando menos. As portas do shopping Midway Mall, um dos maiores centros comerciais de Natal, ainda não estavam abertas quando uma multidão começou a se formar em uma das entradas do local, por volta das 9h. Centenas de pessoas aguardavam para conferir os possíveis descontos. Seguranças formaram uma barreira de contenção para evitar o avanço dos clientes antes da abertura do centro comercial. No Natal Shopping, o movimento de pessoas era tímido durante a manhã, com expectativa de melhora para o final do dia.

Idosos com mais de oitenta anos terão prioridade especial de atendimento

Os idosos com mais de oitenta anos terão prioridade especial de atendimento. Projeto de lei com esse objetivo (PLC 47/2015) foi aprovado nesta quinta-feira (26) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O projeto modifica o Estatuto do Idoso para garantir prioridade diferenciada de atendimento aos idosos com mais de oitenta anos.

Segundo a Agência Senado, a relatora da matéria na CDH, a senadora Regina Sousa (PT – PI), observou que os octogenários têm muito mais dificuldades, quanto a capacidades e mobilidade, do que as pessoas que estão na faixa dos sessenta anos.

Abandonado, Delcídio ameaça falar o que sabe

Por Josias de Souza

Preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) segue um roteiro que já se tornou usual nos escândalos da era petista. Encrencado, o ex-líder do governo esperava obter a solidariedade dos amigos e companheiros. Ao sentir-se abandonado, ele ameaça contar segredos capazes de encrencar outras pessoas. O movimento tem o ritmo da chantagem, feita por alguém que espera obter proteção.

Delcídio irritou-se com o resultado da votação em que o plenário do Senado decidiu mantê-lo na prisão por 59 votos a 13, mais uma abstenção. Abespinhou-se também com comentário atribuído a Lula, segundo o qual ele teria se portado como um “imbecil” ao tentar comprar o silêncio do delator Nestor Cerveró. Essa observação, negada posteriormente por Lula, foi às manchetes nas pegadas da nota oficial em que o presidente do PT, Rui Falcão, escreveu que o partido “não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade” com Delcídio.

Um amigo de Delcídio disse ao blog que ele tem razões para estar decepcionado. Contou que, nos últimos meses, o senador tornara-se interlocutor frequente de Lula. Conversavam amiúde, por telefone e pessoalmente. Nas palavras desse amigo, Delcídio “monitorava” os humores do pecuarista José Carlos Bumlai, o amigo de Lula que também foi preso nesta semana. Bumlai e Delcídio se conhecem do Mato Grosso do Sul.

Em depoimento a dois procuradores da República e um delegado federal, Delcídio disse ter tentado libertar o delator Nestor Cerveró por “razões humanitárias”. O interrogatório baseou-se no conteúdo de uma gravação feita por Bernardo Cerveró, em 4 de novembro, numa suíte de hotel em Brasília. Nela, ouvem-se as vozes de Bernardo, de Delcídio e do advogado Edson Ribeiro, que respondia pela defesa de Nestor Cerveró. A certa altura do interrogatório, perguntou-se a Delcídio sobre um trecho da conversa gravada em que ele diz que falou ou falaria com ministros do STF para obter, entre outras coisas, a liberdade de Cerveró.

BRASIL: Que semana…

Que semana! Entre a terça e a quinta, foram em cana o amigo de Lula, José Carlos Bumlai, e o líder de Dilma, Delcídio Amaral. Na sexta, descobriu-se que a Andrade Gutierrez, segunda maior empreiteira do país, entregou os pontos. Pagará multa de R$ 1 bilhão e confessará crimes que vão muito além da Petrobras. O país virou uma espécie de trem fantasma rumo ao precipício.

Para muitos, o mensalão foi a beira do abismo. O petrolão é a vivência do abismo. Com sua vocação para a busca das verdades mais profundas, sem limites, a força-tarefa da Lava Jato apresenta ao Brasil o lado de dentro do abismo. A caminho das profundezas, o brasileiro percebe que, vista desde o buraco, a crise é mais nítida. O grotesco ganha uma fabulosa visibilidade.

No abismo, o hipócrita tem cara de hipócrita, a incompetente tem jeitão de incompetente. E o séquito de canalhas tem a aparência de um cortejo de canalhas. Olhando de baixo, percebe-se com mais clareza a teia.

Delcídio tentou silenciar Nestor Cerveró, que coordenou a compra de Pasadena, que foi avalizada por Dilma, que era a bambambã do governo Lula, que é amigão de José Carlos Bumlai, que é pai de Fernando Barros Bumlai, que é marido de Neca Chaves Bumlai, que é filha de Pedro Chaves dos Santos, que é suplente de Delcídio, que monitorava os humores de Bumlai a pedido de Lula, que não sabia de nada.

Um país inteiro tem que cair para salvar a pantomima. Só a derrota nacional salva o grupo hegemônico.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Poliamor: homem e 2 mulheres registram em cartório união a 3 em SP

O heterossexual Klinger de Souza, de 31 anos, e as bissexuais Paula Gracielly, 31, e Angélica Tedesco, 24, vivem um incomum relacionamento a três e nesta segunda-feira (23) conseguiram registrar a união poliafetiva em cartório, em Jundiaí (SP), onde moram.

Esta seria a terceira vez que um casamento a três é registrado em cartório no Brasil, nos moldes da União Estável. Mais para frente, eles querem também oficializar o casamento formal, assim como já fazem culturalmente os demais casais formados apenas por um homem e uma mulher e estão reivindicando os casais homossexuais. “Elas de noiva e eu de smoking, com festa e tudo mais”, planeja Klinger.

Os três são mato-grossenses, mas vivem em Jundiaí, onde garantem que levam vida normal, trabalham, passeiam e também pensam em ter um filho, gerado na barriga de “Paulinha”, dentro de cerca de 2 anos.

Além do filho, outro projeto do “trisal” é escrever um livro mais amplo sobre esta forma de se relacionar que ainda assusta, mas que eles garantem ser possível, natural, ética, verdadeira, honesta e amorosa. Trata-se do poliamor.

“BRASILZÃO”: Senador Delcídio Amaral(PT) está de licença automática e mesmo preso receberá salário de R$ 33,4 mil mensais

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) está de licença automática e por tempo indeterminado, segundo a Secretaria Geral da Mesa do Senado, Segundo o Senado, o petista está de licença com base no artigo 44 do Regimento Interno da Casa, que trata exatamente de uma licença específica para casos em que o senador está “temporariamente privado de liberdade”, ou seja, preso. Mesmo em detenção, continuará recendo salário de R$ 33,4 mil mensais.

O artigo 44 diz que é considerada como “licença concedida, para os efeitos do art. 55, III, da Constituição, o não comparecimento às sessões do senador temporariamente privado da liberdade, em virtude de processo criminal em curso. Esse afastamento especial livra o senador do artigo 55, inciso III da Constituição, que determina que o deputado ou senador perca o mandato que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa, salvo licença ou missão autorizada”.

Segundo o entendimento da Secretaria Geral da Mesa, essa licença é automática e não há prazo. Portanto, Delcídio pode permanecer senador por tempo indeterminado, enquanto durar a prisão, e continua recebendo o salário. Num extremo, ele pode ficar permanecer como senador até o final do seu mandato, se não for cassado. O mesmo artigo 55 da Constituição diz que o deputado ou senador perderá o mandato se sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), está sendo pressionado pela oposição a enviar imediatamente ao Conselho de Ética o ofício da decisão do Senado que manteve a prisão de Delcídio. Na noite desta quarta-feira, o Senado manteve, por 59 votos a 13, além de uma abstenção, a prisão do petista, conforme autorizou o Supremo Tribunal Federal (STF).

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dilma preocupada com a epidemia de microcefalia

Na reunião de coordenação política, ontem, a presidente Dilma Rousseff demonstrou preocupação com o aumento de casos de microcefalia que está ocorrendo no Nordeste. Durante boa parte da reunião, ela fez perguntas detalhadas sobre o tema, algumas que nem mesmo o ministro da Saúde, Marcelo Castro, soube responder. Castro chegou a consultar por telefone assessores do Ministério. Até o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, telefonou para o seu ex-secretário de Saúde no Governo da Bahia, o deputado Federal Jorge Solla (PT-BA).

MPF promete desencadear ações que visam cassar licença de rádio e TV de parlamentares, entre eles, José Agripino

O Ministério Público Federal irá desencadear ações contra 32 deputados federais e oito senadores que aparecem nos registros oficiais como sócios de emissoras de rádio e televisão pelo País.

A iniciativa inédita lançada com aval do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e com coautoria do Coletivo Intervozes, tem entre seus alvos políticos influentes como Aécio Neves (PSDB-MG), Edison Lobão (PMDB-MA), José Agripino Maia (DEM-RN), Fernando Collor de Melo (PTB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Já na Câmara dos Deputados, devem ser citados Sarney Filho (PV-MA0, Elcione Barbalho (PMDB-PA), Rodrigo de Castro (PSDB-MG) e Rubens Bueno (PPS-PR). No Ministério das Comunicações, os congressistas constam como sócios de emissoras.

O Artigo 54 da Constituição proíbe congressistas de “firmar ou manter contrato com empresa concessionária de serviço público”. Com isso, a Procuradoria pedirá a suspensão das concessões e condenação que obrigue a União a fazer novas licitações do serviço e se abster de fornecer novas outorgas aos políticos citados.

Os 40 parlamentares radiodifusores aparecem como sócios de 93 emissoras. Destes, sete creem que a legislação permite esse tipo de participação, desde que eles não exerçam funções administrativas nas emissoras.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Brasileiro não tem cultura de doar sangue

O Brasil é um país que tem estatística de doação inferior à proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a qual cita que a autossuficiência em componentes sanguíneos deve ser conseguida quando o número de doações de sangue for de 3 a 5% da população. No Brasil chega a quase 2% para atender a toda a demanda transfusional. Em 25 de novembro, é datado o Dia Internacional do Doador de Sangue.

De acordo com Dante Langhi, diretor financeiro da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o brasileiro não tem cultura de doar sangue, mas é um ato imprescindível que possibilita o tratamento de inúmeros pacientes.

“É importante as pessoas se conscientizarem que a doação é um ato totalmente altruísta”, explica o hematologista. A doação de sangue ocorre de forma rápida e pode ser realizada até quatro vezes ao ano no caso dos homens e até três para as mulheres e cada doador voluntario precisa ser um agente multiplicador.