segunda-feira, 10 de junho de 2013

Henrique Alves, presidente da República

Por Geraldo Melo

Fui buscar no velho baú essa imagem. Tancredo Neves, Henrique Eduardo e eu, em nossa casa.


Ambos olhávamos para Tancredo como o nosso Presidente, o instrumento que os brasileiros estavam usando para reinaugurar a nossa democracia. Não podia imaginar que, diante de mim, estava alguém mais, que um dia se sentaria — mesmo que brevemente — na cadeira de Presidente da República.


Tancredo Neves ao centro, ladeado por Geraldo Melo e Henrique Alves no início dos anos 80 (Arquivo Geraldo Melo)
Tancredo Neves ao centro, ladeado por Geraldo Melo e Henrique Alves no início dos anos 80 (Arquivo Geraldo Melo)

Não encontrei as palavras adequadas para descrever a emoção que nos causou — a Edinólia e a mim — este momento da vida de Henrique. Não pude deixar de rever daqui, da minha distância e do meu recolhimento, os caminhos que percorremos juntos, as mãos que juntos apertamos, os abraços que juntos recebemos, as casas humildes que visitamos, as estradas, as avenidas e os becos, o grande itinerário de vidas que tiveram grandes momentos lado a lado, que sonharam juntos com o Brasil, com o Rio Grande do Norte, com a liberdade que por alguns anos perdemos, com a prosperidade para o nosso povo, com o desafio da miséria e da injustiça a ser enfrentado.

Fico pensando em Aluizio, em Ivone. Se, como diria Camões, “lá no assento etéreo onde subiram, memória desta vida se consente”, imagino o que estarão sentindo.

Sei que “ninguém é profeta em sua terra”, mas, quem sabe, agora comecem a fazer justiça a Henrique.

Geraldo Melo é ex-senador e ex-governador do Rio Grande do Norte.


* Texto e foto originalmente publicados em endereço próprio do autor no Facebook.

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