O sindicato dos Petroleiros no RN seguiu decisão da federação nacional e anunciou greve a partir deste domingo (1º). De acordo com a categoria, a medida foi tomada depois de tentadas “por mais de cem dias” negociações com a Petrobras. Os petroleiros cobram “interrupção do processo de terceirização em curso na empresa” e a retomada dos investimentos no país.
O aviso de greve foi feito pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e por seus sindicatos filiados, durante audiência realizada na última quinta-feira, 29, com o Ministério Público do Trabalho, no Rio de Janeiro. A Petrobrás, que também havia sido convocada para a reunião, não compareceu.
Os petroleiros irão interromper suas atividades a partir das 15h, em cumprimento ao prazo legal de 72 horas de antecedência que é estabelecido para comunicação da greve.
Na audiência com o MPT, a FUP ressaltou que o Plano de Negócios e Gestão da Petrobrás afeta “drasticamente” a sociedade brasileira e a vida de milhares de trabalhadores que estão sendo demitidos pelo país afora. Os cortes de investimentos, venda de ativos, interrupção de obras e paralisação de projetos, de acordo com a federação, impactam o desenvolvimento do país e a soberania nacional.
Segundo estudos da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, para cada R$ 1 bilhão que a Petrobrás deixa de investir no país, o efeito sobre o PIB é de R$ 2,5 bilhões – apontou a organização.
Os sindicalistas apontam que se o plano de negócios da empresa não for alterado, 20 milhões de empregos deixarão de ser gerados até 2019.
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