Do UOL, em São Paulo - José Maria Marin aceitou na última terça-feira (27) a sua extradição para os Estados Unidos. Preso na Suíça desde 27 de maio por corrupção em contratos televisivos de futebol, o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) agora será levado a Nova York.
O processo pode seguir diferentes caminhos. Só há um ponto em comum entre os especialistas em direito internacional: ver Marin no Brasil é quase impossível. Ele, agora, está sob a responsabilidade da Justiça dos Estados Unidos e não poderá sair do país até o desfecho das investigações.
1- Deixar a Suíça
A contar do último dia 27, José Maria Marin tem dez dias para sair da Suíça e ir para os Estados Unidos. O procedimento normal do FBI é trazer o ex-dirigente em um voo comercial, algemado e com o acompanhamento de autoridades americanas. Há a chance de representantes suíços também acompanharem Marin para certificar que sua transferência foi bem sucedida.
2- Chegada aos Estados Unidos
Assim que chegar aos Estados Unidos, Marin conversará com autoridades locais para tomar conhecimento das etapas que precisará cumprir. A primeira delas será uma conversa onde ele mostrará se está ou não disposto a assumir eventuais delitos ou se vai se declarar inocente.
3- Hawilla é exemplo de como ter mais liberdade
Quanto mais ele colaborar, mais benefícios poderá receber. O exemplo é o caso do empresário Jota Hawilla, que admitiu suas infrações, pagou uma fiança e ainda ajudou as investigações com delações. Ele pode viver em liberdade até o fim do processo e tem chance de ir para uma cela especial ao término das investigações. Até mesmo por isso, Marin também não quis recorrer da sentença de extradição. A ideia é se mostrar disponível para ajudar.
4- Prisão domiciliar?
Se colaborar com a Justiça, indicando pessoas que agiram com ele na eventual infração, Marin poderá ter alguns benefícios, como a prisão domiciliar. Além de colaborar com as investigações, ele precisará pagar uma multa de fiança. Como tem residência em Nova York, ele poderia aguardar o fim do processo em liberdade, sempre com a condição de que não sair do país. Até por isso é quase impossível ver Marin no Brasil novamente. Se ao fim de tudo ele for declarado inocente, parte do que pagou será devolvido.
5- E se ele falar que é inocente?
Se não assumir culpa alguma, Marin seguirá nos Estados Unidos, muito provavelmente em uma prisão, aguardando todo o processo movido contra ele. Não há previsão de um término. Aos 83 anos, ele pode até ter alguns benefícios por causa da idade, como o fato de alegar que não tem disposição para armar um plano de fuga para o Brasil.
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