Pesquisadores
da Universidade Federal da Bahia descobriram um novo vírus capaz de causar
sintomas semelhantes aos da dengue. O zika vírus foi descoberto esta semana em
amostras de sangue de pacientes da cidade de Camaçari, a 41 quilômetros de
Salvador, coletadas por meio de uma técnica chamada RT-PCR.
O
vírus é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, Aedes albopictus e
outros tipos de aedes, mas ainda não havia sido detectado no Brasil ou na
América Latina.
De
acordo com o pesquisador do Instituto de Ciências da Saúde, Gúbio Soares, o
paciente infectado pode apresentar sintomas como febre, diarreia, dores e
manchas no corpom além de sinais de conjuntivite. Os sintomas duram sete dias.
A
doença têm acometido diversos moradores de Camaçari, Salvador, Feira de Santana
e outros municípios da região. Segundo Soares, esta é uma descoberta inédita,
mas a população deve ficar tranquila, já que o vírus é mais fraco e causa
sintomas mais brandos. “O zika vírus não é tão grave quanto a dengue ou o
chikungunya. Não há risco de hemorragia ou morte. O quadro parece alérgico, é
mais tranquilo e o tratamento é o mesmo”, explica o pesquisador, lembrando que
o paciente deve sempre buscar o posto de saúde e não se automedicar, caso
apresente os sintomas.
Sobre
a entrada do vírus no Brasil, Soares diz que isso já era esperado e pode ter
acontecido durante a Copa do Mundo, no ano passado. “Recebemos uma grande
quantidade de turistas do mundo inteiro, sobretudo no Nordeste, em função das
praias. Então, pode ser que o mosquito tenha picado algum paciente infectado”.
Jornal O Globo

Nenhum comentário:
Postar um comentário
ATENÇÃO LEITOR: O Blog não se responsabiliza pelas opiniões e comentários. Em geral, o nosso Blog não analisa nem endossa o conteúdo dos comentários, principalmente os comentários postados pelo Facebook; Não permitimos o uso de linguagem ofensiva, spam, fraude, discurso de violência, comportamento violento ou negativo, conteúdo sexualmente explícito ou que invada a privacidade de alguém.
IMPORTANTE: Este Blog aceita comentários anônimos mas repudia a falsidade ideológica. Recomendamos aos leitores utilizarem o seu nome, sobrenome e e-mail (caso tenha algum), dos quais sejam legítimos para identificação.
Seu comentário será enviado para o moderador.