Ao prestar novo depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira, o lobista João Augusto Henriques admitiu manter contas no exterior por meio de três offshores (First Oil, Acona e Sting Dale), e ter feito transferência de dinheiro para um político já investigado na Operação Lava-Jato. Trechos do depoimento foram citados nesta sexta-feira pelo juiz Sérgio Moro, no despacho em que decretou a prisão preventiva de Henriques, apontado como operador do PMDB no esquema de pagamento de propina em contratos da Petrobras.
— Ao final do depoimento, o acusado admitiu que, em outro contrato da Petrobras, relativamente à aquisição pela Petrobras do campo de exploração em Benin, teria efetuado transferência bancária, a pedido de terceiro, para conta no exterior que pertenceria a um agente político, titular de foro privilegiado, já acusado em outra ação penal perante o Supremo Tribunal Federal — disse Moro, que encaminhará o depoimento ao STF.
Investigado por ter intermediado negócios na área Internacional da Petrobras e ter recebido mais de R$ 20 milhões de fornecedoras da estatal, Henriques havia sido preso temporariamente na última segunda-feira, na 19ª Fase da Operação Lava-Jato. Num primeiro depoimento, havia negado ter movimentado recursos fora do país. Agora, admitiu ter feito pagamentos a “amigos”.
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