(Foto: Ilustrativa/ Internet)
Sabe-se que a seca de 1877 causou a morte de muita gente e o
desaparecimento de todos os rebanhos, em quase toda a região do Nordeste.
Inclusive em Japi/RN e em Lagoa Cavada/PB, por causa da seca, as pessoas
procuravam ossos e couros de animais mortos, e quando encontravam levavam para
suas casas, para o preparo de refeições. Também procuravam xiquexique[1],
batata de maniçoba e de umbuzeiro e
de outras árvores que servissem de
alimentos para assegurar a sobrevivência.
Segundo João Pedra,
no final do século XIX, por volta de 1895, bem próximo da fazenda de Pedro
Tolentino, existia um fazendeiro conhecido pelo nome de Zezinho da Ubaia. As
terras de sua fazenda começavam nos Picotes e uma parte delas ia até o Brandão.
Ele era conhecido como um homem de má conduta. Era ignorante e de atitudes
estranhas. Dizem que ele era parente dos proprietários que exterminaram os
índios que viviam no Boqueirão.
Pedro Tolentino, que era contemporâneo dele, tendo suas terras fazendo
fronteiras com as dele, alertava sempre aos seus vaqueiros que tivessem muito
cuidado com os animais, para que eles não passassem para as bandas da
propriedade de Zezinho da Ubaia. E se, por acaso, algum animal passasse, não
fossem atrás, porque era muito difícil voltar, pois existiam espias nas
fronteiras prontos para denunciar a presença dos animais invasores, que eram
pegos e ferrados pelos capangas de Zezinho. E se alguém tentasse ultrapassar a
fronteira para as bandas da fazenda dele, poderia ser morto por lá mesmo.
Até os dias de hoje, existe um pé de umbu lá no Brandão, que
provavelmente venha a ser a árvore que Zezinho usava para marcar a quantidade
de animais que ele apreendia, quando esses animais saíam das propriedades de
origens e entravam na dele. Possivelmente, esse senhor não tinha livro nem
lápis para anotações; usava essa forma rudimentar, marcando os animais com um
ferro e em seguida registrando-os no tronco do umbuzeiro[2],
para contabilizar seu rebanho e também o número de animais capturados. Essa
prática de registros em árvores, pedras ou paredes era a forma mais adequada
naquela época, especificamente quando o fazendeiro era analfabeto.
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Residência do Autor, Rua Manoel Medeiros, Nº59; Telefone: 98754-3576
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Blog Joabson Silva, Madrinha Salvina;
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Na livraria Educativa, na Praça Coronel Mergelino, centro.
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