A manhã desta quinta-feira (16) foi de homenagens ao deputado Agnelo Alves na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. No dia em que faria 83 anos, os deputados participaram de uma Sessão Solene e descerraram a placa da Ala das Comissões Permanentes, que ganhou o nome do parlamentar, falecido no último dia 21 de junho.
“Esta
sessão é uma homenagem póstuma a um amigo que até pouco tempo iluminava essa
Casa com a sua amizade, experiência e história de vida. Jornalista por vocação
e político por circunstância, Agnelo era um fazedor de coisas simples, como ele
próprio se definia”, disse o deputado Tomba Farias (PSB), propositor da Sessão
Solene, iniciando seu discurso.
Emocionado,
o parlamentar contou a história de Agnelo, sua vida pública, os desafios
pessoais de quem lutou contra o câncer por muitos anos, e o convívio como
colega. “Ele tinha um humor irreverente”, disse Tomba. Em um vídeo
documentário, diversas personalidades falaram da vida de Agnelo como
Jornalista, político e amigo.
O
presidente da Casa, Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB), ressaltou a importância
do homenageado para o Legislativo. “Ele nos deixa exemplos a serem seguidos,
pela sua inteligência, dedicação, alto nível nos debates. Ele não perdeu tempo,
não parou. Um ser humano com o acervo que tinha se tornar imortal, suas frases e
suas ideias foram as vestes da sua vida. Assim foi criado um mito, Agnelo
Alves”, disse Ezequiel.
O
momento marcante da Sessão Solene ficou por conta do discurso do filho de
Agnelo Alves. O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), contou histórias
de família, de sua habilidade como jornalista, seu trabalho como homem público
e do pai, que também foi conselheiro político. “Aos 66 anos, decidiu ser
candidato a prefeito de Parnamirim. Disse que seria um grande prefeito e foi.
Aos 82, mesmo doente, foi candidato a deputado. Ele dizia que só não seria, se
o povo não o escolhesse. Foi um homem abençoado por Deus, as desavenças da vida
teve tempo de desfazer todas. Exemplo importante para as futuras gerações do
RN”.